Arquivo de junho de 2008

Esoterismo, bruxaria, curso de umbanda (exu), epiritismo, neopaganismo, chakrasm paganismo, stregheria, wicca

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Esotérico.info é seu site para todos os assuntos que estão além do mundo físico e visível. Nós investigamos e trazemos informações sobre a realidade que há além do que se chama erroneamente "realidade".

Politeísmo

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Politeísmo consiste na crença em mais do que uma divindade de gênero masculino, feminino ou indefinido, sendo que cada uma é considerada uma entidade individual e independente com uma personalidade e vontade próprias, governando sobre diversas actividades, áreas, objectos, instituições, elementos naturais e mesmo relações humanas. Ainda em relação às suas esferas de influência, de notar que nem sempre estas se encontram claramente diferenciadas, podendo naturalmente haver uma sobreposição de funções de várias divindades.

O reconhecimento da existência de múltiplos deuses e deusas, no entanto, não equivale necessariamente à adoração de todas as divindades de um ou mais panteões, pois o crente tanto pode adorá-las no seu conjunto, como pode concentrar-se apenas num grupo específico de deidades, determinado por diversas condicionantes como a ocupação do crente, os seus gostos, a experiência pessoal, tradição familiar, etc.

São exemplos de religiões politeístas as da antiga Grécia, Roma, Egipto, Escandinávia, Ibéria, Ilhas Britânicas e regiões eslavas, assim como as suas reconstruções modernas como a Wicca / Bruxaria , Xamanismo , Druidismo e ainda o Xintoísmo e o Hinduísmo.

Tudo sobre bruxas e bruxos

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Uma bruxa é geralmente retratada no imaginário popular como uma mulher velha e encarquilhada, exímia e contumaz manipuladora de Magia Negra e dotada de uma gargalhada terrível. É inegável a conexão entre esta visão e a visão da Hag ou Crone[1] dos anglófonos. É também muito popularizada a imagem da bruxa como a de uma mulher sentada sobre uma vassoura voadora, ou com a mesma passada por entre as pernas, andando aos saltitos. Alguns autores utilizam o termo, contudo, para designar as mulheres sábias detentoras de conhecimentos sobre a natureza e, possivelmente, magia.

Algumas bruxas históricas adquiriram alguma notoriedade, como é o caso chamadas Bruxas de Salem, a Bruxa de Evóra e Dame Alice Kytler (bruxa inglesa). São também bastante populares na literatura de ficção, como nos livros da popular série Harry Potter, nos livros de Marion Zimmer Bradley (autora de As Brumas de Avalon, que versam sobre uma vasta comunidade de bruxos e bruxas cuja maioria prefere evitar a magia negra, ou a trilogia sobre as bruxas Mayfair, de Anne Rice.

As bruxas foram implacavelmente caçadas durante a inquisição na Idade Média. Um dos métodos usados pelos inquisidores para identificar uma bruxa nos julgamentos do Santo Ofício consistia na comparação do peso da ré com o peso de uma Bíblia gigante. Aquelas que fossem mais leves eram consideradas bruxas, pois dizia-se que as bruxas adquiriam uma leveza sobrenatural. Frequentemente as bruxas são associadas a gatos pretos, que dentre as Bruxas Tradicionais são os chamados Puckerel, muitas vezes tidos como espíritos guardiões da Arte da Bruxas, que habitam o corpo de um animal. Estes costumam ser designados na literatura como Familiares.

Diziam que as bruxas voavam em vasouras a noite e principalmente em noites de lua cheia, que faziam feitiços e transformavam as pessoas em animais e que eram más.

Hoje em dia essas antigas superstições como a da bruxa velha da vassoura na lua cheia já foram suavizadas, devido à maior tolerância entre religiões, sincretismo religioso e divulgação do paganismo. Gerald Gardner tem destaque nesse cenário como o pai da Religião Wicca- A Religião da Moderna Bruxaria Pagã, formada por pessoas que são Bruxos/as mas que utilizam a “Arte dos Sábios” ou a “Antiga Religião” mesclada a práticas e conhecimentos de outras tradições. A classificação de magia como negra e branca´não existe para os bruxos, pois se fundamentam nos conceitos de bem e mal, que não fazem parte de suas crenças, por isso, como costumam dizer, toda magia é cinza.

A Arte das Bruxas como era feita antes é chamada de Bruxaria Tradicional, ainda remanescendo até os dias atuais em grupos seletos, via de regra ocultos. Hoje também pode-se encontrar uma vasta quantidade de livros e sites que explicam a “Antiga Religião” mas geralmente se tratam de Wicca, pois os membros de grupos de Bruxaria Tradicional costumam preferir o ostracismo, revelando-se publicamente apenas em ocasiões especiais ou para que novos candidatos os localizem.

Em algumas regiões do Brasil o termo também pode ser usado para designar uma mariposa (traça em Portugal) grande e de coloração escura. Talvez por associar-se a imagem da borboleta a uma imagem humanóide feminina como as fadas e, assim, remeter a imagem da mariposa à de uma senhora de idade avançada, de vestes escuras e de hábitos noturnos - a bruxa.

Doreen Valiente e Wicca

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Doreen Valiente (4 janeiro, 1922 em Mitcham, sul de Londres, Inglaterra — 1 setembro, 1999 em Brigghton, Inglaterra) foi a primeira Alta Sacerdotisa do coven de Gerald Gardner.

Nascida Doreen Dominy, filha de pais cristãos, a jovem Doreen foi convencida ainda cedo de que possuía o poder de usar magia. Valiente era o nome do segundo marido de Doreen.

Logo após Gardner ter tornado publicas suas alegações de ter sido iniciado em um culto de bruxas ainda sobrevivente, Valiente se juntou a ele em 1952 e colaborou na criação de rituais. Valiente se tornou Alta Sacerdotisa de Gardner em 1953, escreveu vários poemas para uso dos wiccanos, incluindo uma versão reescrita de Carga da Deusa, e ajudou a formular a Wiccan Rede. Porém o desejo crescente de Gardner por publicidade causou conflitos com Valiente. Quando ela tentou controlá-lo, ele subitamente criou as Leis Wiccans em 1957, as quais ela não aceitou, rompendo com Gardner para criar seu próprio coven e finalmente entrar para o coven de Robert Cochrane, após a morte de Gardner.

Nos anos 70 ela publicou uma série de livros e se consagrou como uma das mais respeitadas sacerdotisas da Wicca, merecendo uma entrada no "Dictionary of National Biography" (Dicionário Biográfico Nacional, em tradução livre). Era ativa na promoção da Bruxaria Moderna e do Neopaganismo, sendo enfática, particularmente, em afirmar que o movimento não tinha relação alguma com o satanismo, mas não procurou a publicidade para benefício próprio. Era uma figura notável no suporte ao desenvolvimento da Federação Pagã Internacional. Enfrentando os desafios dos céticos, Valiente tentou, com algum sucesso, fornecer evidências para as alegações de Gardner a respeito de sua iniciação, notoriamente através da identificação de Dorothy Clutterbuck em 1980, a velha bruxa que supostamente realizou a iniciação em um ensaio publicado em Oito Sabbats Para Bruxas, de Janet e Stewart Farrar.

Dr. Leo Ruickbie examina sua vida e contribuição à Wicca em Witchcraft Out of the Shadows. De acordo com o Dr. Ruickbie, Valiente é a “mãe da Bruxaria Moderna”, exercendo um papel crucial em reescrever muito do material de rituais original de Gardner com ajuda de Ronald Hutton.

O bruxo Gerald Gardner e a Wicca

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Gerald Brosseau Gardner (13 de Junho de 1884 - 12 de Fevereiro de 1964) era um funcionário público Inglês, antropologista amador, escritor, ocultista e Bruxo Tradicionalista , que publicou alguns dos textos de referência sobre a Wicca, a Religião da Bruxaria Pagã na qual foi grande divulgador.

Vida de Gerald Gardner

Gardner nasceu em Crosby, perto de Liverpool, Inglaterra. Sofria de asma desde tenra idade, pelo que a sua ama o levou para climas mais quentes, acabando por assentar na Ásia, onde Gardner ficou uma boa porção da sua vida de adulto.

Em 1908 era plantador de borracha, primeiro em Borneo e depois em Malásia. Depois de 1923 tomou algumas posições de serviço civil como inspector na Malásia. Em 1936, com 52 anos, regressou à Inglaterra. Publicou o texto autoritário Keris and other Malay Weapons (1936), baseado na sua pesquisa sobre armas no sul Asiático e práticas de magia.

No seu regresso a Inglaterra adotou o naturismo, e aprofundou o seu interesse pelo oculto. Aqueles que o conheciam no movimento pagão moderno, como Doreen Valiente, dizem que era um forte adepto da terapia através do sol.

Gardner publicou entretanto dois trabalhos de ficção: A Goddess Arrives (1939) e High Magic’s Aid (1949). Estes trabalhos foram seguidos de trabalhos já de investigação e portanto factuais: Witchcraft Today (1954) and The Meaning of Witchcraft (1959).

Gardner foi casado com uma mulher de nome Donna durante 33 anos, mas ela nunca fez parte das atividades neo-pagãs do seu marido.

Em 1964, depois de sofrer de um ataque cardíaco, Gardner morreu a bordo de um navio que regressava de Lebanon. Foi enterrado na Tunísia.

Gerald Gardner e a Wicca

Gardner afirmava ter sido iniciado em 1939 numa tradição de bruxaria religiosa que ele acreditava ser uma continuação do Paganismo Europeu. Doreen Valiente mais tarde identificou aquela que iniciou Gardner como sendo Dorothy Clutterbuck no livro A Witches’ Bible, escrito por Janet e Stewart Farrar em 2002. Esta identificação foi baseada em referências que Valiente se lembrava de Gardner fazer a uma mulher a quem ele chamava de "Old Dorothy". Ronald Hutton diz, no entanto, no seu livro Triumph of the Moon, que a tradição Gardneriana era largamente inspirada em membros da Rosicrucian Order Crotona Fellowship e especialmente por uma mulher conhecida pelo nome mágico de "Dafo". O Dr. Leo Ruickbie, no seu livro Witchcraft Out of the Shadows (2004), analisou as evidências documentais e concluiu que Aleister Crowley teve um papel crucial ao inspirar Gardner a criar uma nova religião pagã.

Ruickbie, Hutton e outros também discutem a hipótese de muito do que foi publicado sobre a Gardnerian Wicca, como a prática de Gardner se tornou conhecida, ter sido escrito por Doreen Valiente e Aleister Crowley.

O que se sabe é que ele fez a Bruxaria Wicca (principal caminho Neo-Pagão da atualidade) ser reconhecida como uma legítima Religião , e tendo feito apenas algumas atualizações e adaptações na "Antiga Religião" ao mundo moderno para isto.

Clãs e tradições de Stregheria

quarta-feira, 25 de junho de 2008

A Stregheria contém em si várias ramificações que são chamadas de Clãs ou Tradições. Um Clã é formado por um conjunto de regras, liturgias, mitos e práticas em comum, onde os Stregoni e Streghe estão ligados entre si pela linhagem.

Stregheria revelada

quarta-feira, 25 de junho de 2008

A Stregheria passou a ser conhecida graças ao folclorista Charles G. Leland, que no final do século XIX escreveu obras sobre o tema, entre as quais se incluem Aradia, Il Vangelo delle Streghe Italiane e Etruscan and Roman Remains in Popular Tradition. Leland conseguiu este material na Florença, onde mantinha contato com mulheres que se intitulavam Streghe (Bruxas em Italiano).

A maioria dos Clãs de Stregoneria são Politeístas, tendo um Panteão cheio de Deuses, Semi-Deuses e Raças de Espíritos, todos eles criados das deidades supremas que são Diana e Dianus Lucifero.

As bases dos mistérios Stregonesci vieram principalmente de influências Etruscas.

Existem diveros Clãs dentro da Stregheria, entre os quais: Animulare, Tanarra, Clã Nemorensino, Janare (Streghe de Benevento), Tradição Aridiana, Tradição Ariciana, Fanarra, Mache, Bazure, Clã Umbrea etc.

Stregheria: Cultos

quarta-feira, 25 de junho de 2008

O Culto das Streghe centra-se na figura da Deusa Diana e seu irmão e Consorte Dianus Lucifero. Uma antiga lenda nos conta que no século XIV, Diana vendo os homens sendo oprimidos por senhores ricos e pelo clero Católico, enviou sua filha divina Aradia (Herodias) para a Terra, a fim de libertar as pessoas da escravidão e trazer o reflorescimento da Velha Religião. Aradia passou a ensinar seus discípulos na região central da Itália, próximo ao Lago Nemi, aonde se situa as ruínas do Antigo Templo de Diana Nemorensis.

O Culto Streghe é um culto lunar, centrado nas Celebrações da Lua Cheia (Veglioni), onde são feitas orações para Diana, cantos, danças e banquetes de pães e vinhos.

Stregheria, Stregoneria ou Bruxaria Italiana

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Stregheria, Stregoneria ou Bruxaria Italiana são os nomes dados a Velha Religião (Vecchia Religione) da região da Itália. Culto Pagão com origens nos velhos Mistérios Egeus-Mediterrâneos, a Stregheria é uma Religião Iniciática composta de diversos Clãs (Tradições), na maioria Hereditários e extremamente herméticos. Vale ressaltar que Stregheria, ao contrário do que muitos erroneamente pensam, não é Tradição de Wicca.

Stregheria ou Bruxaria Italiana

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Stregheria, Stregoneria ou Bruxaria Italiana são os nomes dados a Velha Religião (Vecchia Religione) da região da Itália. Culto Pagão com origens nos velhos Mistérios Egeus-Mediterrâneos, a Stregheria é uma Religião Iniciática composta de diversos Clãs (Tradições), na maioria Hereditários e extremamente herméticos. Vale ressaltar que Stregheria, ao contrário do que muitos erroneamente pensam, não é Tradição de Wicca.

O que é Neopaganismo?

quarta-feira, 25 de junho de 2008

O termo Neopaganismo descreve um grupo de religiões contemporâneas bastante heterogêneas entre si. Seu uso - em detrimento de Paganismo - pelos neopagãos talvez se dê ao desejo de marcar a verdadeira revolução dos conceitos religiosos e espiritualistas, mais marcantemente desde a década de 1970.

A maior parte das religiões neopagãs são tentativas de reconstrução ou ressurgimento das religiões pagãs, principalmente as da antigüidade pré-cristã européia. Alguns neopagãos enfatizam sua conexão com formas antigas de Paganismo, numa forma de continuidade marginal(à margem da religião que se auto-afirmava como única verdade, a cristã).

Neopaganismo é um termo referente às diversas formas de religiosidade que têm como lugar comum o encontro com o divino através da Natureza. Se pensarmos no ensinamento que remonta ao Egito Antigo, que diz que “o que está acima é como o que está abaixo e o que está abaixo é como o que está acima”, compreendemos que esta asserção busca nos dizer que a natureza dos Criadores é a mesma de suas criaturas. Os pagãos buscam, dessa feita, compreender “o que está acima” - seus deuses - conhecendo “o que está abaixo” - a Natureza e seus semelhantes.

Suas práticas envolvem Magia Natural e Magia Cerimonial, como também a busca da evolução através das terapias holísticas atuais.

Paganismo versus Cristianismo

quarta-feira, 25 de junho de 2008

A partir do século IV, o Cristianismo se tornou religião oficial em Roma. A primeira proibição efectiva dos cultos pagãos foi decretada no Império Romano em 392. Por essa altura, deu-se a última séria tentativa da aristocracia apresentar um pretendente pagão à chefia do Império.[1]

Em 435 as medidas contra o paganismo foram reforçadas com a pena de morte para quem continuasse a fazer rituais pagãos, que envolviam culto à natureza.[2]. As dificuldades da Igreja ainda cresceram com as invasões bárbaras do século V. A maioria dos invasores eram pagãos, mas verificou-se um ponto de viragem à volta do ano 500, quando os Francos se converteram do paganismo ao catolicismo. Com a conversão dos Lombardos arianos e dos pagãos anglo-saxónicos à volta do ano 680, o cristianismo passou a dominar quase por completo o espaço cultural da Europa ocidental.

Entre os habitantes do campo e nos estratos mais baixos da sociedade, porém, o paganismo continuou de forma mais ou menos mitigada. Os pagãos não se tornaram cristãos do dia para a noite. Os sacerdotes cristãos passaram a cristianizar muitas festas pagãs, dando-lhes um novo sentido. A maioria dos templos Pagãos foram sendo derrubados e no seu lugar erigidas igrejas da nova fé. O que a Igreja não conseguía destruir das antigas práticas religiosas, adaptava, transformando-as em práticas cristãs. No Natal, por exemplo, mantiveram-se ao lado do culto associado ao nascimento de Jesus, as fogueiras e as festas dos caretos (no nordeste transmontano de Portugal), etc.. Nessa época os Romanos festejavam Saturno e o nascimento do deus Mitra - cultuado entre os soldados romanos. Os camponeses começaram a aceitar a religião que falava de Jesus, um homem que havia sido pregado na cruz pelos romanos. Ele lembrava o deus Odin que havia se pendurado em uma árvore para adquirir a sabedoria das Runas. Com o tempo passaram a associar Maria, mãe de Jesus, à Mãe Terra.

Durante um longo período, houve uma fé dupla: acreditavam em Jesus, mas não abandonavam inteiramente as suas crenças e práticas pagãs. Isso foi mais claro nas regiões germânicas onde a influência do cristianismo faz-se sentir nas inscrições em que se nota uma clara mistura das duas crenças quando lemos em uma mesma pedra a invocação de protecção ao deus Thor e, ao mesmo tempo, ao Cristo.

Algumas orações cristãs de gosto popular, apresentam paralelismos em recitações de encantamentos pagãos. Algumas invocavam Jesus e diversos deuses Celtas a um só tempo. Não vamos pensar que tal dominação ocorreu de forma pacífica ou rápida. Na verdade, a Igreja Católica nunca conseguiu extinguir, de fato, as crenças classificadas pagãs.

No final do século XIV, a perseguição aos “hereges” assumiu também a forma de perseguição a cultos e práticas pagãs. Durante quase 400 anos, muitas pessoas morreram acusadas de prática de bruxaria. Muitos dos acusados eram denunciados por médicos, tentando implantar a medicina científica contra os curandeiros e “bruxos” adeptos das medicinas naturais.

Desde finais do século VII e até 1789 - ano da Revolução Francesa - o paganismo esteve praticamente ausente nas altas esferas intelectuais e políticas do mundo ocidental.